56. O Poder Do Acaso Nas Finanças Pessoais

O Poder Do Acaso Nas Finanças Pessoais

Olá Poupadores! Como vocês estão? Tudo bem bom? Esperamos que sim. Nesse post vamos falar um pouco sobre as obras do acaso, que são acontecimentos imprevisíveis, voltados para as finanças pessoais.

Nessa semana curiosamente mantive pelo menos duas interações aleatórias e interessantes que envolvem finanças pessoais, as quais acredito que mereçam ser compartilhadas com vocês.

A primeira delas ocorreu com o Paulo Alves. Recebemos o contato dele por acaso, pois criamos um evento para oferecer educação financeira para crianças e adultos aqui em Brasília e, casualmente, ele viu o nosso anúncio. Eis o evento de que estamos falando: Oficina de Educação Financeira Para Crianças e Adultos. A verdade é que até agora só ele se interessou pelo evento e ninguém comprou um ingresso sequer. Logo, acredito que poucas pessoas estão de verdade interessadas em educar os filhos para serem financeiramente livres.

O fato é que o Paulo é um jovem economista treinee da Valor Investimentos, grupo ligado a XP Investimentos. Ele gentilmente fez contato e colocou-se a disposição para ajudar no evento. Foi então que marcamos uma conversa com ele nessa segunda-feira, 18/02/19, na Valor, para saber mais como ele poderia nos ajudar no evento. Lá falamos sobre assuntos diversos sobre economia. 

Ele demonstrou muito profissionalismo e dedicação no que faz. Por acaso no decorrer da conversa o legal foi que ele falou que também está organizando eventos sobre finanças pessoais e nos convidou para participar de dois cursos sobre o mercado de ações, sendo um de nível básico e outro avançado. Resolvemos participar e hoje, 21/02/19, será o curso de nível básico. E na próxima terça-feira, 26/02/19, será o de nível avançado. Depois a gente passa os conhecimentos para vocês, pois sempre se aprende coisas novas nesses eventos.

Outra coisa legal foi que por acaso convidamos o Paulo para escrever sobre algum assunto ligado ao mercado financeiro e ele aceitou numa boa produzir e publicar textos aqui no blog. Então logo teremos novidades sobre esses eventos e novos textos.

Outra interação legal foi com uma pessoa muito simples que trabalha no serviço de buffet de eventos. A interação ocorreu nessa semana pois tivemos um evento no trabalho e nos intervalos sempre sobra um tempinho pra trocar algumas ideias. Por acaso conversei com a Andréa, que me contou por acaso que ela é uma pessoa poupadora. O bacana na conversa foi que ela demonstrou um nível de entusiasmo muito elevado na gestão dos recursos financeiros e disposição para trabalhar. Ela sempre trabalhou bastante e com o dinheiro que conseguiu juntar está montando uma pequena venda de mantimentos e no momento está trabalhando para criar uma mini padaria no interior do mercadinho. Ela viu que o negócio é bom e por isso já pensa em abrir outros cinco estabelecimentos. 

Gosto de ver as pessoas se dedicando ao que gostam de fazer. Ela contou que fica várias horas se dedicando ao novo negócio. E quer saber? Acredito que ela está certíssima de ter todo esse entusiasmo e e dedicação. Assino embaixo o que Ralph Waldo Emerson, escritor e filósofo, disse: “Nada grande jamais foi alcançado sem entusiasmo”!

Ainda durante a conversa com a Andréa pude fazer algumas perguntas sobre como ela educa os filhos em relação ao dinheiro, pois como vocês devem saber, nós criamos a nossa oficina pensando nos pais e nas crianças, então acho interessante entrevistar as pessoas para saber como elas cuidam do dinheiro em relação aos filhos. Ela contou que não oferece mesada para eles. Quando eles precisam de dinheiro, ajudam nas tarefas da família para só então ganharem uns trocados. Isso me chamou bastante atenção pois sabemos que nem todo mundo educa as crianças assim. Logo, correm o risco de gerar comodismo paralisador pois as crianças acham que não precisam fazer coisa alguma para serem merecedoras de dinheiro. 

Sinceramente, condeno essa prática de entrega de dinheiro aos filhos sem existir um equilíbrio na equação. Ao que percebemos até aqui, isso geralmente ocorre pelo fato de que as pessoas pensam que se não fizerem isso, não vão ser amadas na mesma intensidade pelos entes queridos ou pelo fato de achar que tal atitude resolveria certos problemas. Acho que não é por aí. Se os pais não derem mais dinheiro para a criança sem que ela tenha que fazer alguma coisa para o conquistar, então os pais não serão mais amados por ela? Para saber mais sobre esse assunto recomendo muito para todo mundo a leitura do livro: A Mente Acima do Dinheiro, o qual fala sobre "O Impacto das Emoções em Sua Vida Financeira". Lá os autores explicam bem essa relação.

Durante o papo com a Andréa, uma frase dela que me chamou muita atenção foi que que ela estava preocupada em criar filhos que são sucessores e não só herdeiros, que só vão dilapidar o patrimônio construído ao longo de uma vida. Ela se preocupa em fazer com que eles entendam que devem dar sequência no trabalho iniciado por ela. Achei bem interessante essa parte. Até fui buscar algumas explicações sobre o assunto. Descobri que para o escritor Augusto Cury existe uma boa diferenciação entre herdeiros e sucessores. Ele até escreveu um livro sobre o assunto: Pais Inteligentes Formam Sucessores, não Herdeiros. Nesse link acima você pode até dar uma olhada nele. Vale muito a pena também ler essa obra.

Em síntese, veja a descrição do que o Dr. Cury fala nessa obra: "Quando nos tornamos pais, assumimos o compromisso de criar um indivíduo que levará nossa herança para o mundo – não apenas a carga genética e os bens materiais, mas também, e principalmente, nossos valores e nossa cultura. Mas como saber que estamos acertando na criação de nossos filhos? A formação de sucessores é uma das áreas mais vitais da educação de mentes brilhantes. Neste livro, o conceituado psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury aborda dois conceitos que dizem muito sobre a nova geração e o futuro das nações: herdeiros e sucessores. Deixando de lado a definição clássica, Cury vê os herdeiros como gastadores imediatistas, que não enriquecem e nem cultivam os bens e conhecimentos que adquiriram de seus pais e mestres. Já os sucessores sabem transformar o que lhes foi transmitido e pensam a médio e longo prazo. Herdeiros vivem à sombra dos outros, enquanto sucessores constroem seu próprio legado. Neste livro único e extremamente instrutivo, Cury apresenta um conjunto de técnicas para que pais, professores e líderes possam corrigir a rota da educação, se necessário, e saibam como preparar os jovens para serem sucessores e assumirem seus papéis na família e na sociedade”.

Encontrei uma surpreendente passagem no prefácio do livro que merece ser compartilhada: "É mais fácil governar uma cidade ou um país do que educar uma criança. é mais fácil dirigir uma empresa com milhares de funcionários do que formar um pensador. É mais fácil consertar milhares de máquinas supercomplexas do que transformar um ser humano impulsivo e impaciente em alguém tolerante e calmo. O dinheiro pode comprar uma fábrica de camas, mas pode não produzir uma noite agradável de sono. O sucesso e a fama podem projetar um ser humano ao patamar mais alto de sua sociedade, mas podem não retirá-lo dos níveis mais baixos da ansiedade, da irritabilidade, da insatisfação crônica, da autocobrança. Uma escola pode transmitir milhões de dados sobre matemática, física, química e outras competências técnicas, mas pode não ser inteligente e psicologicamente saudável, capaz de trabalhar minimamente funções complexas da inteligência, como pensar antes de reagir; reciclar perdas; lidar com contrariedades; expor, e não impor, ideias; altruísmo; serenidade; empatia; carisma. Somos uma espécie belíssima e dificílima de se compreender e educar". Não é que para mim o Cury tem razão?! E você o que achou, concorda?

Interessante perceber que por pura obra do acaso tive contato com essas duas pessoas bacanas e que ambas ajudaram a despertar minha mente para novos níveis de pensamento em relação ao mundo financeiro. A primeira por me mostrar que ainda tenho muito para aprender sobre o mercado financeiro e a segunda principalmente por me despertar para a diferença entre "herdeiros e sucessores". Fica meu agradecimento para ambas. Muito obrigado.

Para encerrar, convido os amigos a produzirem suas próprias reflexões a respeito sobre o poder do acaso, o poder de poupar, empreender e bem educar as futuras gerações com bons exemplos e práticas. O que você pensa e tem feito a respeito? Conta aí para gente!


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