42. Só o amor constrói

Olá Poupadores! O amor pode transformar a vida financeira de alguma pessoa? O fato é que muita gente vive uma ruína financeira por ter encontrado uma pessoa não muito alinhada com os preceitos financeiros perfeitos para o casal. Estamos falando daquelas pessoas que têm "máquinas" de torrar dinheiro ao lado. Elas simplesmente sentem-se bem à vontade para dilapidar qualquer recurso financeiro que estiver ao alcance. Isso inclui desde os próprios e também os de quem permitir esse tipo acesso, como por exemplo, cartões de crédito e cheque especial.


A propósito, o amor não escolhe classe social. Porém, todos sabemos de algumas das implicações existentes nos relacionamentos com disparidades financeiras muito grandes. Disparidades essas, que vemos com certa naturalidade quando, e se, o relacionamento inicia sem tal disparidade e ou com desconhecimento por uma das partes dessa condição. 

Enquanto isso, da mesma maneira que alguns vivem trevas financeiras nos seus relacionamentos, outros vivem um estrondoso progresso financeiro quando encontram uma pessoa alinhada com os seus objetivos de futuro. Entretanto, imaginamos que essas não precisam tanto de orientações quanto as primeiras, salvo quanto a encapsulação dos bens, por mera proteção. Dito isso, vamos para algumas reflexões sobre aquele primeiro tipo de casal.

Usar o cartão de crédito do cônjuge

Esses tempos estava conversando com uma pessoa e o papo foi interrompido por uma chamada telefônica. Era o cônjuge ligando para perguntar se podia utilizar o cartão de crédito. A resposta foi imediata, em tom de orgulho, prontamente os números do cartão foram lidos em voz alta, em seguida o código segurança e tudo mais: "Que amor!" O fato não era de causar estranheza, nem mereceria ser escrito, não fosse por envolver uma pessoa que todos reconhecem como financeiramente hipossuficiente. Ou seja, vive pegando dinheiro emprestado e deveria por isso fechar as "torneiras" para gastos por impulso e desnecessários. É claro que o causo seria um pouco diferente se fosse uma pessoa ricamente abençoada em termos financeiros. Mas que fique claro, não o é. E por sinal, a pessoa parece ter pouca preocupação ou ignora tal condição. É bem como William Shakespeare diz "não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam". Simples assim!

Mas tudo bem. Continuando, é a tal da pessoa sem noção. Gasta mais do que ganha e sempre está disposto a assumir mais dívidas que comprometem o orçamento para contentar todo mundo. Sinceramente, não sei em que novela essas pessoas aprenderam agir dessa maneira, mas isso não pode estar certo. Não tem explicação, é gente demais querendo viver uma vida que não pertence a elas!

Aqui vai fica o nosso alerta: não é possível viver uma vida que não nos pertence. Ah, e como tem gente assim! O pior é que não dá nem pra querer ajudar, pois cada um tem a sua vida. Então, só resta dizer: "agora se vira!".

Será que o cônjuge não sabia dessa situação  financeira?


Talvez. Existe uma história popularmente conhecida por muita gente que diz o seguinte: um casal tomava café da manhã no dia  de suas Bodas de Prata. A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: “Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida”.
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:
– Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!
Moral da história: Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe.


Adaptando-se para a realidade financeira

Se a pessoa está precisando economizar ou com o limite de gastos além do que poderá pagar, ela deve e precisa comunicar isso para quem está por perto. Se a pessoa não tem o hábito de falar sobre finanças pessoais com quem está por perto, será muito difícil adivinhar o que está ocorrendo financeiramente com ela. Nesse caso, a pessoa precisa esclarecer isso com o cônjuge, senão, pode ser que depois de 25 anos juntos a pessoa diga que sempre quis juntar um milhão, mas como a outra não sabia, nunca juntou um centavo sequer para ajudar nesse desafio, quando ambos desejavam a mesma coisa. Pode isso Arnaldo?!   

Por que querer agradar todo mundo?

Muitas pessoas que vivem relacionamentos e querem agradar a pessoa amada, acabam colocando os pés pelas mãos. Gastam mais do que deveriam e vivem uma grande ilusão. Não é verdade?

É bem verdade que devemos expressar nosso carinho e amor, mas ao contrário do que geralmente acontece, amar não é oferecer aquilo que não se tem condições de oferecer. É justamente o contrário, ofereça o que está realmente ao seu alcance, se for amor e carinho, excelente! Se está sobrando para dar aquele presente, melhor ainda! Mas, quando estiver fora do alcance simplesmente aprenda a dizer não para si mesmo e contenha atitudes que façam parte da "autossabotagem"!

Fomos pesquisar um pouco a respeito disso. No site Psicólogo e Terapia, encontramos alguns apontamentos que propõem a seguinte reflexão: "Agradar aos outros não é um defeito, pelo contrário, indivíduos que gostam de agradar tendem a se tornar queridos pelas pessoas à sua volta. O agrado traz retorno, seja pela felicidade do outro, seja pela satisfação pessoal de fazer o bem. O problema, porém, é quando esse ato não é espontâneo e se torna uma obrigação. Nesse momento, talvez seja a hora de procurar um psicólogo para entender porque existe a necessidade extrema de agradar a todo o mundo". Nesse ponto fica claro para nós que, se a pessoa sabe que tem uma condição vulnerável em termos financeiros e, mesmo assim, consente em gastar, ou é muito desligada ou não tem noção mesmo. Uma das duas. Ou seja, talvez precise de orientação psicológica para aprender a se ajudar.

O artigo segue orientando para o fato de que "O ato de dizer "não" deve ser natural, mas nem todo mundo consegue. Há quem fuja de conflitos e prefere abdicar de si pelos outros pensando se tratar de algo em curto prazo. Porém, esse comportamento frequente pode virar uma bola de neve. Com medo de se tornar indelicada, essa pessoa abre mão de si para satisfazer os outros sem medir as consequências", portanto, no caso dessa pessoa conhecida, recomendaria para ela dar uma pensada sobre os benefícios de aprender a dizer não. 

Existem pessoas que realmente não conseguem dizer não por medo da reação que poderão sofrer. Todavia, encorajamos essas pessoas a dizerem não, pois se a pessoa realmente a ama, não vai se transformar por ouvir uma negativa, vai? Eu acho que não. Mas, se a reação for de maneira desmedida e ela abandonar o relacionamento, agradeça por ter se livrado de alguém que não merece o seu cuidado. Ou será que merece? Então, se alguém abandonar outra pessoa por fatores econômicos, talvez isso seja a melhor coisa que venha a acontecer para ambas partes. Como diz o Filósofo Alemão: 
Não ouse roubar a minha solidão, se não fores capaz de me fazer real companhia. 
Friedrich Nietzsche    

Amar exige jogo de cintura 

Conjugar o verbo amar é tão importante quanto cuidar da vida financeira. Já ouviu aquela frase: "Acabou o dinheiro, acabou o amor?" Ela é bem interessante para a realidade de alguns casais. Mas ela não se aplica a todos, só para aqueles que vivem de aparências. Já vi muita gente em situação de rua vivendo altos amores. É bonito de ver, não é?!

Pagar o preço

Voltando ao caso da pessoa conhecida enforcada no cartão de crédito e o cônjuge lhe pede o cartão, ao fazer isso, ela parece estar abusando dos sentimentos de alguém financeiramente debilitado, que não sabe dizer não.

Se a pessoa conhece a situação financeira da outra e avança pedindo esse favor, isso parece não representar amor algum, mas sim um egoísmo. Pior do que isso, são os relacionamentos construídos com base nas aparências. Quem já é adulto sabe das implicações e resultados pouco agradáveis dessas relações.  Por falar nisso, o rol dos famosos está cheio de exemplos desse tipo de relacionamento. Não é?

Avançando no assunto, na mesma matéria do site Psicólogia e Terapia, estão relacionadas algumas implicações nas relações interpessoais de pessoas que querem agradar todo mundo. Segundo informações da psicóloga Thaiana Brotto, pessoas assim tendem:
  • Acreditar que precisam agradar para serem aceitas;
  • Deixam de lado as vontades e desejos próprios;
  • Não conseguem mais identificar do que gostam;
  • Os gostos são baseados nos de outra pessoa;
  • Sentimento de impossibilidade de dizer não;
  • Tenta dizer não, mas sempre se justifica, inclusive mentindo;
  • Têm a necessidade de serem vistas como boas e legais;
  • Sem perceber, os outros abusam dessa pessoa;
  • Se culpam por tudo de errado que acontece;
  • Sentem-se imprescindíveis e insubstituíveis naquele meio;
  • A pessoa considera o amor e a entrega sacrifícios normais;
  • A pessoa apresenta sinais de baixa autoestima, ansiedade, estresse e outros problemas emocionais.
Viu só como ficar querendo agradar o alter ego pode ser prejudicial para a vida financeira e emocional? Além do saldo da carteira ficar menor, o emocional também corre o risco de ficar debilitado. Por isso é que trouxemos a presente reflexão. 

Só o amor constrói 

Já dizia um velho conhecido: "só o amor constrói". Se existir amor, certamente ele poderá transformar a vida financeira de qualquer um. Todavia, se vai ser para melhor ou para pior, isso só o casal pode decidir.

Para reflexão: Se um dia estiveres na pior, quem apareceria para lhe ajudar? Talvez só essas pessoas sejam realmente dignas da sua atenção, colaboração, dedicação e do seu patrimônio, excluindo por tabela todas as outras.

Não é à toa que muitos ricaços deixam suas fortunas para os seus empregados, pois são essas pessoas que ficaram a vida inteira junto deles, até o fim, sem pedir nada em troca.
Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor. 
Madre Teresa de Calcutá.

Respondendo a pergunta inicial: Um amor recíproco e verdadeiro pode sim ajudar a melhorar a condição financeira, mas sabemos que o mundo atual está cheio de relações de dependência, que facilmente mostram-se bastantes vulneráveis ao primeiros sinais de tempos de escassez. Quem achar o contrário, que tire a própria prova. Contudo, é justamente nesse tempo que as pessoas deveriam se unir ainda mais para vencerem juntas os desafios.

Como bem explica a Bíblia: "Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito", Lucas 16:10.

Portanto, não resta dúvida que, como diz Madre Tereza: "O amor torna tudo brilhante, agradável e vantajoso. O amor é o vaso que contém alegria" e que, consequentemente, costuma estimular a utilização dos cartões de crédito, o que pode gerar muitos juros para as administradoras e muitos dividendos para os acionistas. Viva o amor! 
Cada um com os seus problemas!

Por falar nisso, CIEL3, estamos a contar de hoje em um relacionamento seriíssimo!

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