30. Reflexões sobre a riqueza

Benditos Poupadores, que tal estão? Desejamos que bem. O assunto de hoje é voltado para algumas reflexões sobre a riqueza e o dinheiro. Elas foram inicialmente propostas por vários nomes conhecidos, dentre eles Mateus discípulo de Jesus, Mário Quintana, Benjamin Franklin, Miguel de Cervantes, entre outros e agora são resgatadas pelo Sou Poupador. Para início de conversa vamos conferir a proposta que foi fruto do pensamento de um poeta e, na sequência, vamos apresentando as demais. Combinado? Vamos lá!

DA RIQUEZA, por Mário Quintana

O dinheiro não traz venturas, certamente.
Mas dá algum conforto... E em verdade te digo:
Sempre é melhor chorar junto à lareira quente do que na rua, ao desabrigo.

Faz sentido. O poeta está coberto de razão. Realmente, ele não consegue mudar muitas coisas que qualquer um de nós gostaríamos conseguir mudar. Que bom que é assim, pois isso torna o mundo um pouco menos desigual, ao passo que ter ou não riqueza não faz a mínima diferença em várias situações da vida. 

Sobre o conforto, temos que aceitar, que mais ou menos dinheiro pode fazer uma grande diferença. Mas isso não quer dizer que ele seja tão necessário para que a pessoa sinta-se confortável, visto que depende mais dela do que dos fatores econômicos. Logo, conforto pode ser tratado com algo variável.

Parece exagerado dizer que sempre será melhor chorar no conforto de uma lareira. Senão, vejamos a história de Chris Gardner que foi um mendigo que "chorava nas ruas" e, talvez, se não fosse por isso, não teria se tornado um bilionário a exemplo de tantos outros. 
E você, o que acha sobre isso? Teria razão o poeta?

A riqueza como fruto das interações

Vamos para a próxima reflexão, no livro Quem É O Homem? escrito por Neyse Rosa, páginas 166 e 167, ela afirma que: "Se o ser humano vai se modificando conforme o entorno, o ambiente em que vive e as pessoas com quem lida, o que ele possui também vai ter incidência na sua maneira de ser, de pensar e de atuar".

Concordamos bastante com essa ideia, uma vez que acreditamos veementemente que tanto o ambiente como a interação entre elas possam resultar em curvas de ascensão e ou declínio. Podendo as mesmas ainda oscilarem e mudarem de direção conforme o resultado da combinação dos seus perfis, que são justamente revelados por  comportamentos, modos de pensar e de agir. Logo, como isso afeta a capacidade de poupar e investir das pessoas? 

Ao que tudo indica, os níveis de atenção que são dados para as finanças vão realmente variar de acordo com o entorno. Se a pessoa convive em ambientes em que as pessoas não dão a mínima para as finanças, por que ela daria alguma atenção para as finanças dela? Aproveitando o gancho, você percebe como isso é realmente determinante para a maneira a qual você cuida da sua vida financeira? Faz ou não sentido?

A ambição como forma de escravidão 

A próxima reflexão vem de Benjamin Franklin: "A riqueza pode servir ou governar a seu possuidor". Essa faz todo sentido. Quantas pessoas estão aprisionadas em suas fortunas? Sinceramente acreditamos que muitas. O que era para se transformar em liberdade acaba virando um cárcere autoimposto. Pense bem nisso. Estás edificando muros ou ampliando horizontes? (Que "dizida", hein?! Por essa merecemos os créditos, by Sou Poupador).

O conceito de riqueza é variável no espaço e tempo

A próxima reflexão é mais um trecho do livro Quem É O Homem? supracitado: "O dinheiro pode converter-se em fonte de benfeitorias e felicidade ou jogar o possuinte na escuridão da ambição, da ganância, da danação. Então ele é relativo, depende de quem o possua? Segundo Kafka, também de quanto se considera o que é riqueza. Ele responde a sua própria pergunta: "O que é a riqueza? Para um, uma velha camisa já é riqueza . Outro é pobre com dez milhões. A riqueza é algo completamente relativo e insatisfatório. No fundo, não passa de uma satisfação particular". Faz sentido para você? 

Para nós faz muito, pois, diz um ditado popular que "rico é quem se contenta com aquilo que tem". Logo, cada um com suas satisfações e ou insatisfações com as próprias cifras. Por isso que tem gente que sempre vive chorando miséria e outros são tão contentes. Os padrões são diferentes, logo, os níveis de contentamento também, o que explica muita coisa.
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Quem é o verdadeiro campeão?

Uma fórmula para se sentir rico

Ainda no livro, a autora coloca um conselho de Miguel de Cervantes, que propôs uma solução para quem quer sentir-se uma pessoa rica: "Não desejes e serás o homem mais rico".

Dinheiro apontado como um problema

Também extraímos para nossas reflexões uma frase atribuída a São Paulo, que teria dito o seguinte: "O dinheiro é a raiz de todos os males" Para nós, essa não é uma afirmação válida. O que é irônico é que a maior cidade do Brasil, com provavelmente a economia mais forte, leva o nome do apóstolo citado.

Falta de dinheiro

O engraçado é a ponderação feita por Samuel Butler, um escritor britânico, que disparou: "Costuma-se dizer que o dinheiro é a raiz de todos os males. O mesmo vale para a falta de dinheiro". Também não concordamos totalmente com ele, pois a falta é um indicativo de que as pessoas precisam sair da inércia e começar a fazer alguma coisa, não só ficar esperando os milagres acontecerem.

A perda da alma por causa das riquezas materiais

Por fim uma última reflexão, de São Mateus, 16:26 "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Com a expressão 'perder a alma', entenda como deixar de fazer as coisas de que se gosta. Reflita se realmente vale a pena.

Depois de tudo o que lemos até aqui, podemos concluir que: "Rapadura é doce, mas não é mole!".

Que tudo esteja em paz com vocês e seus queridos. Obrigado por sua audiência. Ficaremos contentes em saber suas considerações sobre o texto. Quanto vale uma boa reflexão? Conhece alguma frase interessante, compartilhe conosco nos comentários.
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