29. Dinheiro pode ou não comprar felicidade?

Olá estimados leitores, um salve especial aos Poupadores de carteirinha! Nesse post queremos buscar uma resposta para uma velha questão: Afinal dinheiro pode ou não comprar felicidade? As opiniões costumam variar muito de pessoa para pessoa. Por isso, já vá pensando como será a sua resposta. Vamos apresentar algumas considerações a respeito dela e depois ver o que vocês pensam.
Dinheiro pode comprar felicidade?
Dizer que dinheiro não traz felicidade é um erro?

"Dinheiro não compra felicidade"

No Brasil existe um ditado bastante popular que diz o seguinte: "dinheiro não compra felicidade". Já ouviu alguém dizer isso? Provavelmente! Então, esse termo deve ter sido associado aos trágicos acontecimentos que costumam ser atribuídos ao dinheiro. Contudo, esse tipo de raciocínio revela-se tão primitivo quanto quem o utiliza. Veremos logo a seguir alguns motivos.

Por que dizer que dinheiro não traz felicidade é um erro?

O dinheiro por si não faz nada. Coloque um maço de dinheiro na mão e me diga se ele foi capaz de mudar quem realmente você é?! Aposto que nada mudou, mudou? Talvez você fique um pouco eufórico por algum tempo, mas logo se acostuma. O que acontece é que ele potencializa o que as pessoas são. Se é uma pessoa boa, ele vai permitir que pratique ainda mais bondades. Se gosta de veículos automotores, ele vai permitir que conduza os modelos que quiser, contanto que tenha o montante suficiente. Será que concordamos nesse ponto?

Será que uma pessoa que é ruim após ganhar altas somas de dinheiro transforma-se numa extremamente bondosa? Parece difícil essa hipótese se confirmar. Se alguém da área de psiquiatria e psicologia conseguir nos oferecer alguma posição pode ajudar bastante nossa compreensão. Por falar nisso, já pensou como seria? A propósito, ficaria muito mais fácil tornar o mundo um paraíso, não? Resolveríamos o problema todo só com money!

Riqueza instantânea e os círculos sociais

Todos nós que temos um pouco de racionalidade sabemos que há muitas pessoas que ganham altas somas de dinheiro por conta da sorte, porém, acabam voltando para o vermelho. Acontece que administrar muito dinheiro é quase a mesma coisa que administrar pouco. Por isso, quem não for capaz de começar a organizar o pouco que tem, talvez não consiga nunca sair da estaca zero, mesmo que ganhe um empurrãozinho.

Vejo muita gente que poderia já estar numa boa, curtindo uma vida com independência financeira, viajando o mundo, mas que nunca parou para organizar bem as finanças e, por isso, acaba vivendo de salário em salário. Mas tudo bem. Até pelo fato de que conforme o nosso amigo do AA40: "Fique feliz que a maioria das pessoas não levam FIRE a sério", pois realmente: "Uma pessoa com tamanho grau de acomodação não merece ser FIRE!" e "FIRE não é para todos e isto é bom!" No fundo as pessoas criam desculpas porque não querem ter o trabalho de pensar. Mas não pensar tem um custo muito caro. Pode custar a própria liberdade.

Logo, se a pessoa viveu a vida inteira cercada por pessoas que não cuidam bem das próprias finanças e não pensam em como melhorar de vida, o provável é que apesar de ganhar na Mega-Sena por exemplo, elas por algum motivo acabarão duras um tempo depois. Isso por dois fatores principais: primeiro por esbanjar e segundo porque alguém próximo pode crescer o olho e armar alguma para a pessoa. Procede? Nem vamos citar exemplos de pessoas que se deram mal após ganhar na loteria. Poderíamos citar também os casos de pessoas que herdaram fortunas e acabaram na lama. Mas enquanto estavam com fama e dinheiro os amigos não faltavam. Mas cadê o povo do planejamento financeiro para ajudar nessa época?!

Mas o que isso tem haver com a felicidade? Tudo. Pois o nosso círculo social vai influenciar bastante os resultados da relação entre dinheiro e felicidade. Até como a pessoa gere os próprios recursos influenciará na felicidade dela. Ou será que não?

O sentimento de culpa em relação ao uso do dinheiro

Muitas pessoas com um certo poder financeiro sentem-se culpadas e na obrigação de manter quem não tem o mesmo cacife. Mas isso acaba sendo um equívoco, que gera acomodação e dependência o que pode não ser muito saudável para os beneficiários.  O pior é que não bastasse essa relação, pode acontecer de não sentindo-se satisfeitas em serem mantidas, ainda reclamam ou fazem coisas que não condizem com o que podemos chamar de gratidão. Por isso, acredito que ninguém deve sentir culpa por deixar de ajudar quem comprovadamente também não se ajude.

Por isso, se observarmos por esse ponto, realmente, dinheiro não traz felicidade, até compra, mas quando se abre a embalagem e se vê o que é o presente...

Existe muita gente acabando com o futuro dos outros por compaixão exacerbada. Quem já assistiu o filme A procura da Felicidade, talvez possa ter uma ideia de como uma pessoa que precisa se virar sozinha consegue apresentar os mais belos resultados.

Cada pessoa tem a possibilidade de fazer escolhas nesse mundo. Então vamos fazer com que cada um tenha que optar por alguma coisa. Elas precisam aprender a se virar com o que têm, para garantir a evolução terrena. Pense nisso.

A verdadeira riqueza

Lendo o livro Inabalável, um guia prático para a liberdade financeira, do Tony Robbins, (Se alguém resolver ler também esse livro, ao comprá-lo por meio do link ao lado estará ajudando o Sou Poupador). Na página 200 começa o capítulo 9 do livro e tem uma frase do Dalai Lama: "Toda manhã, pense quando você acorda: "Eu estou vivo, eu tenho uma preciosa vida humana, eu não vou disperdiçá-la". Legal a frase, pense um pouco sobre ela, respire, pense um pouco na sua vida

No mesmo capítulo está escrito: "Não estou menosprezando a importância do dinheiro. Bem utilizado, ele pode enriquecer a sua vida e a vida daqueles que você ama de inúmeras maneiras. Mas a verdadeira riqueza vai muito além do dinheiro. A verdadeira riqueza é emocional, psicológica e espiritual. Se você for financeiramente livre, mas ainda estiver sofrendo emocionalmente, que tipo de vitória é essa?" Interessante, hein? Vale uma reflexão.

Dinheiro pode sim facilitar a nossa vida 

A constatação é de que dinheiro pode sim facilitar a nossa vida e de quem amamos. Contudo, como Robbins revela, não é o dinheiro que proporciona riqueza emocional, psicológica e espiritual. Temos que concordar!  

Realmente ele não é capaz por si só de fazer certas coisas. Por tanto, não é a raiz de todos os males nem a solução para todos os problemas. Assim sendo, deve ser utilizado como um instrumento para facilitar a nossa compreensão do mundo e aprimorar o bem estar e felicidade das pessoas.

Qual a relação entre dinheiro e felicidade?

Talvez essa relação passe a fazer mais sentido quando temos estabilidade emocional, psicológica e espiritual. Para alguém que não tenha estabilidade emocional, talvez o dinheiro não traga nenhuma ou pouquíssima felicidade; ao contrário, poderá trazer até mais problemas. O mesmo acontece com a vida psicológica e espiritual. 

Se temos um caminho a percorrer durante a vida, o certo é que precisamos sempre de novos desafios para nos mantermos motivados, logo, arriscaria a dizer que existe uma relação muito próxima entre felicidade, desafios e motivação.

Por exemplo, quando já temos o melhor celular do mundo e surge um melhor ainda e nos motivamos e nos esforçamos para conseguir ter essa novidade. Ou não? Pode ser até que você diga, ah mas que droga, um celular, se acalme, isso vale para outras coisas também. Ou seja, imagine algo que realmente gosta e que deseja. É isso que te motiva e faz o teu olhar brilhar. Mas quando você já tem, parece que a sensação é se acomodar, não é? E logo mais surge outra novidade e vai ser necessário dinheiro para ter ela?

Por isso, de tempos em tempos vão surgindo novos desejos e geralmente as pessoas com algum dinheiro conseguem realizar, enquanto as que tem menos vêm essa possibilidade mais distante. Mas, ao invés de ver isso como uma motivação para correr em busca de atingir os objetivos, talvez uma boa parte fique esperando algo milagroso acontecer. Isso deve ser visto como um problema.

Nesse sentido, cabe dizer que dinheiro começa a trazer felicidade quando nos permite avançar em busca do que realmente queremos e não quando é obtido por uma obrigação. É como ter que trabalhar fazendo uma coisa que você não gosta para ganhar dinheiro, o que justifica a afirmação inicial de que ele não traz felicidade. Imagine se alguém que trabalha praticamente por obrigação, será que ela irá associar dinheiro com felicidade?

Entretanto, quando a pessoa passa a trabalhar por prazer e ganhar retornos, ou a pessoa ganha parte da renda com retorno de investimentos financeiros ela passa associar o dinheiro a mais liberdade, alegria de poder melhorar as possibilidades de experiências, etc. Não é? Aí sim estamos falando de ter mais felicidade.

Por isso a importância de contextualizarmos sempre as situações para responder a pergunta inicial. Pois, dependendo do contexto, dinheiro tanto pode trazer felicidade como pode trazer infelicidade. Por tanto, é um equívoco dizer que dinheiro não traz felicidade. Mas também é dizer que pode comprá-la. Tudo vai depender de muitas variáveis que por si são capazes de transformar o dinheiro em felicidade ou em lamentos. 

A importância da pessoa obter o próprio dinheiro

Manter o próprio sustento, por mais que se tenha que trabalhar para fazer isso, é dignificante até certo ponto. Dizem por aí que a frase "O trabalho dignifica o homem" é uma balela que foi inventada para que as pessoas aceitassem trabalhar e se verem mais dignas, pois no fundo trabalho  é castigo. Nessa esteira temos outra que diz: "Ame o que gosta de fazer e não terás que trabalhar nenhum dia". Faz sentido para você?!

Acontece que o ócio se não for bem ocupado acaba por gerar vulnerabilidades que nem o melhor firewall seria capaz de bloquear, como por exemplo, os vícios. Logo, precismos ocupar a nossa mente e focá-la para o que é bom. Senão, por mais que tenhamos nossos milhões, não teremos a paz necessária para desfrutar de uma vida plena, próspera, abundante e feliz.

Por fim, devemos sempre ter bem claro em nossa mente que felicidade não tem classe social, logo, independe do saldo da carteira. Que dinheiro pode tanto trazer felicidade como infelicidade. Por isso, viva, mas viva bastante, pois felizmente nossa felicidade nunca dependeu nem dependerá de dinheiro.

Na sua opinião, o dinheiro pode ou não comprar felicidade? Qual a sua opinião sobre esse polêmico assunto?

O presente texto não esgota esse debate.
 
Convite:Inscreva-se para receber novidades por correio eletrônico. Nos acompanhe também no Instagram: Sou Poupador

Comentários

Postagens mais visitadas

Marcadores

Mostrar mais

BlogRoll (Contate para parcerias)

Criative Commons

Todos os usuários da plataforma Sou Poupador concordam tacitamente com os termos da licença Criative Commons nos seguintes termos: CC BY-ND (Creative Commons LicenseAtribuição-SemDerivações). Você tem o direito de redistribuir nosso conteúdo de forma comercial e não comercial, desde que o trabalho seja distribuído inalterado e no seu todo, com crédito atribuído ao autor.