24. O que podemos aprender sobre finanças pessoais com as gerações passadas?

Olá Poupadores! Como estão vocês? E o porquinho, quase cheio? O ano está chegando ao fim, mas, sempre é tempo de começar a poupar.

O assunto de hoje é sobre algumas coisas que podemos aprender com as gerações passadas sobre os atos de fazer economia e poupar dinheiro. Apesar de estarmos em uma época de muitos recursos tecnológicos, as pessoas de gerações passadas têm muito a nos ensinar, pois na época em que elas eram jovens, muitas, por falta de recursos ou facilidades financeiras, desenvolveram hábitos de economia que são muito válidos em qualquer tempo, principalmente na era do consumismo, momento em que para torrar dinheiro, basta 1-Click, o que é bem diferente de poucos anos atrás, quando fazer compras era praticamente uma maratona. Apesar da tecnologia tornar nossas compras bastante práticas, talvez ela tenha aumentado as chances de gastos extras se a pessoa gosta de comprar, o que pode comprometer o orçamento. 

É muito bom trocar experiências com pessoas mais vividas e sábias, pois, com seus anos a mais de vida, já viram e passaram por muitas coisas e isso pode ser bastante útil para evitarmos caminhos que podem não ser os melhores, dependendo dos nossos objetivos, bem como podem ajudar a fazer escolhas melhores.

Uma ótima oportunidade foi poder conversar com minha sogra, uma senhora gaúcha, de origem alemã, cujos ascendentes vieram para o Brasil no início do século XIX. Trabalharam muito, deram duro, sempre com muita seriedade e empenho nas atividades e tarefas a serem feitas. Por isso, a colonização alemã em nosso país é tão comentada e elogiada, fruto do compromisso, esforço e disciplina que eles sempre tiveram com o trabalho.

Feita esta necessária e merecida apresentação, o foco da conversa com a Dona Lucila foi a respeito de finanças pessoais. E os ensinamentos que ela nos transmitiu são fruto do que ela aprendeu com os pais e familiares, das dificuldades enfrentadas ao longo da vida e de suas experiências pessoais. São dicas simples, porém valiosas. Afinal, em uma época com tantas informações, recursos, estímulos e opções que muitas vezes nos deixam confusos, vale a pena dar uma simplificada e conhecer como os mais antigos faziam para economizar e poupar.

O valor do dinheiro:

No bate papo com Dona Lucila, o que mais chamou atenção foi um detalhe; detalhe esse que faz toda a diferença para a época que vivemos hoje: ela sabe dar valor ao dinheiro. Esse fato é importante de ser entendido, pois não é dar valor ao dinheiro no sentido de só querer juntar e acumular. É dar o devido valor que o dinheiro tem. Ou seja, ela sabe o valor justo que as coisas devem ter e não sai por aí gastando o que a etiqueta do produto pede. Pois, é muito comum em nossa sociedade os gastos por impulso, já comentados aqui no Sou Poupador. Ou seja, as pessoas nem param para pensar e questionar se o produto, objeto ou serviço realmente valem o que está sendo cobrado e já compram, correndo o sério risco de gastar mais do que podem. Por outro lado, existem aqueles que não gastam por nada e ficam presos ao ato de só acumular, o que também não é saudável.
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Como já sabemos, o ideal é o equilíbrio, todavia, depois da convivência com Dona Lucila e do bate papo, mais que equilíbrio, o ato de dar o devido valor ao dinheiro, mais especificamente ao uso do dinheiro faz toda a diferença, pois torna o ato de comprar e consumir mais racional, ou seja, a pessoa não vai deixar de comprar, mas vai comprar de forma mais racional, pensando se vale o preço que está cobrado ou se tem uma possibilidade mais barata (sem abrir mão da qualidade), ou ainda, se não for algo muito necessário, poderá ser feita uma reflexão se a compra vale a pena (custo-benefício) ou se é melhor deixar para lá. Esse simples gesto, mostra também uma grande generosidade para as presentes e futuras gerações, pois, evita-se gastos desnecessários e desperdícios. Por falar nisso, o Blog Viver Sem Pressa apresenta um texto bem legal sobre esse assunto, vale a perna dar uma conferida: Mottainai: uma filosofia japonesa sobre desperdício.

Ainda com a ideia de evitar desperdícios, outra preciosidade aprendida com Dona Lucila é reaproveitar ao máximo as coisas, como embalagens, plástico, sobras de certos alimentos (como ela mora em casa e tem quintal, plantas e animais, facilita o reaproveitamento, mas sempre podemos desenvolver maneiras de evitar desperdícios também). Até a água da máquina de lavar é reutilizada para lavar chão e calçadas. Que excelente exemplo de educação ambiental. E ela já pratica isso muito antes de o assunto estar tão em pauta como nos dias de hoje.
  
Conversando com ela, pudemos enxergar o ato de economizar, seja dinheiro, seja recursos, como um ato de verdadeira cidadania e respeito com a sociedade que, diretamente, beneficia quem pratica tais atos.

Foi uma conversa que mostrou que, mesmo imersos em uma época que mexe com nossas emoções (sem que muitas vezes percebamos) nos induzindo ao consumo exagerado, nós podemos ter o controle das nossas finanças, desejos e impulsos de consumo se entendermos e darmos o devido valor ao nosso dinheiro. O outro lado, das pessoas que não gostam de gastar de jeito nenhum, também podem se tornar mais flexíveis caso enxerguem o valor do dinheiro. Ou seja, não é valorizar totalmente, nem desvalorizar totalmente e sim, enxergar o devido valor.

Para conseguir isso, o primeiro passo é se conscientizar e depois, pensar mais sobre o tema, refletir, entender que não vamos “morrer” se não comprar determinado objeto naquele momento, ainda mais quando ele extrapola nosso orçamento. E, desenvolver a paciência (outro valor muito importante que precisamos praticar mais) para juntar e na hora certa, poder realizar a compra. O sabor será muito melhor e duradouro. Por falar nisso, outra coisa que aprendemos foi que esperar pode trazer a possibilidade de comprar produtos com maior qualidade e por um valor bem menor, o que é ótimo. 

Por exemplo: Comprando um liquidificador que custa R$162,00 em 18 parcelas de R$18,00, o valor total aproximado será de R$324,00. Todavia, se você guardar por 9 meses os R$18,00, terá o valor necessário para comprar o eletrodoméstico à vista e assim, hipoteticamente, economizará 50%, veja:
Exposição Psicologia do Consumo do Museu da Moeda, cálculo de prestações, valor à vista, valor a prazo.
A exposição Psicologia do Consumo 2018, do Museu da Moeda, mostra bem como é esse cálculo. 
Uma técnica da Dona Lucila para driblar a tentação de comprar algo caro e/ou desnecessário é colocar defeitos na coisa, dizendo para si mesmo que, seja lá o que for, "isso é muito feio(a), nem é tão bom assim" , e ou colocar em dúvida a aquisição, refletindo se realmente precisa. Também vale dar um tempo, ir para a casa e pensar  melhor a respeito. 

Dona Lucila também incentiva ”encher o porquinho”, ou seja, poupar, economizar, construir um patrimônio sólido.
Ensinamentos financeiros de gerações passadas, fianças pessoais, poupança, educação financeira, Sou Poupador
Dona Lucila.
Enfim, esses valores e ensinamentos são muito importantes para aplicarmos nos dias de hoje e podem nos ajudar bastante a viver melhor na nossa era, fazendo com que extraiamos o melhor de cada período.

Outras pessoas que merecem ser lembradas e homenageadas aqui, por também terem dado o exemplo a respeito de saber dar o devido valor ao dinheiro e às coisas em geral, evitando o desperdício e praticando o reaproveitamento, além de valorizar o ato de poupar são os meus avós: Tereza e Elmo (In Memorian), Jessie (In Memorian) e Eurico (In Memorian) e meus pais, Lúcia Regina e Eurico, que me ensinaram a importância de termos um certo controle financeiro, além de ter me passado ótimas dicas de economia doméstica.

Dito tudo isso, podemos perceber o quanto as pessoas de gerações passadas têm a nos ensinar e que os atos que elas praticavam naturalmente em suas épocas, hoje são bastante importantes e valorizados.



O que podemos aprender com as gerações passadas:

  1. Dar o devido valor ao dinheiro e às coisas;
  2. Reaproveitar sempre que possível;
  3. Manter o hábito da economia e da poupança;
  4. Consumir conscientemente.
  5. Parar para pensar se o produto ou serviço realmente vale o que custa. 

A seguir, compartilhamos uma frase que nos evoca uma boa reflexão:

Saber usar o dinheiro, finanças pessoais, educação financeira, poupança, investimentos, Sou Poupador, Henry David Thoureau, riqueza.
E vocês? Conhecem pessoas mais antigas que tenham lhe ensinado essas boas práticas? O que você pode nos ensinar?

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