20. Ser mão de vaca, pão duro, sovina é a solução para quem quer liberdade financeira?

Olá Poupadores! Hoje vamos falar um pouco sobre pessoas que nunca querem gastar seu próprio dinheiro. Você conhece alguém famoso por ser assim? Lembrou de algum conhecido que é mão fechada? Aqui no Sou Poupador criamos uma nova definição para gente que é assim, são os: mão de alicate, porque é necessário essa ferramenta para abrir a mão delas, senão elas correm um sério risco de não conseguirem fazer isso sozinhas. Se essa for uma característica pessoal sua, tudo bem, fique conosco, você irá surpreender-se com o que descobrimos sobre pessoas sovinas.

Primeiro  queremos deixar bem claro a diferença entre "ser duro" e ser "mão de alicate". A pessoa dura em termos financeiros simplesmente não abre a mão porque não tem dinheiro para gastar. Isso conseguimos enxergar como algo normal, pois ninguém é obrigado a gastar a grana que não tem.
Ninguém é obrigado a gastar a grana que não tem.
Diferente de quem é duro, existem as pessoas mão de alicate, são aquelas que têm dinheiro supostamente em abundância, mas não querem gastar nem um centavo da própria riqueza. Nas palavras do economista Marcos Silvestre "o mão de vaca é todo aquele não gasta dinheiro com coisas que você certamente gastaria", conforme escrito no livro Os 10 mandamentos para a prosperidadePara pessoas assim, tirar um centavo - one cent - do bolso é uma tarefa bastante árdua e precisa ser exercitada. Pois a prevalência de tal comportamento pode levar essas pessoas ao isolamento social.
pessoas mão de alicate, são aquelas que têm dinheiro supostamente em abundância, mas nunca querem gastar nem um centavo da própria riqueza
A coisa fica mais grave quando, além de não quererem dispender nada, começam a pegar carona nas costas dos outros. Não demora muito para alguém perceber que existe uma pessoa avarenta por perto e que ela está querendo tirar vantagem dos outros. De repente todo mundo fica sabendo e aí a pessoa vai ficar famosa por essa característica.

Esse modo de se comportar geralmente se revela em meio à confraternizações quando todos devem contribuir para ela acontecer. Contudo, quem tem comportamento avaro, catinga, manicurto, mão-fechada, mesquinho, miserável, pão-duro, unha de fome, simplesmente fica de fora da divisão das despesas e só aparece na hora boa. Nem se oferece para dividir, o que seria minimamente justo com todos.

O pior é quando a pessoa fala que não vai comer (para não contribuir), mas que se sobrar, vai querer só um pouquinho. Isso aconteceu uma vez com uns conhecidos, não fui testemunha, isso já faz alguns anos, mas se conta a história até hoje. Então, provavelmente deve ter mesmo acontecido. Conviver com gente assim é complicado, pois o resultado é que quando as pessoas percebem que isso está acontecendo perto delas, elas param de organizar novos momentos para não sentirem-se exploradas e também pelo fato de preferirem manter distância de pessoas que guardam silenciosamente o que têm e que nada dividem ou compartilham com os outros.

Mão de alicate é uma pessoa avarenta, que por definição é: Que ou aquele que se caracteriza pelo desejo obsessivo de ganhar e acumular dinheiro; canhengue, mofino, rezina, ridico, ridículo, sovina, tenaz, zura, zuraco. Que ou aquele que guarda ciosamente o que tem, que nada divide ou compartilha com outrem. Sou Poupador blogue sobre finanças pessoais.
Mão de alicate é uma pessoa avarenta, que por definição é: Que ou aquele que se caracteriza pelo desejo obsessivo de ganhar e acumular dinheiro; canhengue, mofino, rezina, ridico, ridículo, sovina, tenaz, zura, zuraco. Que ou aquele que guarda ciosamente o que tem, que nada divide ou compartilha com outrem.
Criamos com a ajuda de algumas pessoas uma lista com os 10 novos mandamentos do mão de alicate, que é o mão de vaca moderno:

Os 10 mandamentos do mão de alicate:
  1. Valorizarás cada centavo.
  2. Reaproveitarás ao invés de comprar um novo.
  3. Pechincharás sempre e buscarás cupons de desconto.
  4. Controlarás os impulsos de Black Friday e comprarás só o que realmente for preciso.
  5. Compras à vista e evitarás os juros dos cartões de crédito. 
  6. Não cairás no canto da sereia do vendedor quando fala: ah mas a gente parcela em xxxxx vezes no crediário pra você.
  7. Não sairás para comer fora.
  8. Só gastarás se não tiveres a opção de não gastar.
  9. Só comprarás quando estiver na promoção.
  10. Tomarás banho frio mesmo no inverno, não ligarás o ar condicionado, e não usarás nem o ventilador, para economizar na conta da energia elétrica.
E na sequência vão os velhos 10 mandamentos do pão-duro:
  1. Nunca dizer : "Pode ficar com o troco".
    Troco é troco. É nessa pequena economia que se junta alguma coisa no final do mês. Ou, se não der para juntar, prolonga o final do mês. Modernamente a técnica consiste em sempre pagar com cartão. 
  2. Não colocar a mão no bolso em vão.
    Comprar deve ser um verbo menos utilizado do que hoje em dia é. Se briga com o marido, sai para comprar. Se volta com o namorado, sai para comprar. Faz bem pensar antes de gastar o suado dinheirinho.
  3. Amar seu bolso como a si mesmo.
    Seu bolso faz parte do seu corpo. Maltratando seu bolso com compras no impulso você estará se maltratando. Como a musiquinha no colégio... "Cabeça, ombro, bolso, joelho e pé. Joelho e pé...".
  4. Lembrar que tudo tem seu preço. Então, vamos às promoções!
    Com mais organização e familiaridade com os preços, conseguimos boas promoções. Acompanhando os preços você evita de cair em falsas promoções. Experimentar um produto mais em conta é boa estratégia. Não significa consumir um produto ruim só porque é mais barato.
  5. Pechinchar sob todas as formas.
    Para alguns povos, como o árabe, por exemplo, comprar o produto pelo preço que lhe é oferecido chega ser uma ofensa. Eles esperam que se regateie, pechinche. Faz parte da venda negociar o preço. Se em dinheiro é mais barato do que com cartão de débito você só irá saber se negociar o preço da compra.
  6. Não desperdiçar.
    Lavar o carro com balde economiza água, certo? Há muito mais acertos no nosso dia-a-dia se formos controlados com os gastos. Economizaremos nosso dinheiro e mantemos o planeta para próximas gerações.
  7. Ir a compras somente aos domingos, quando quase tudo está fechado.
    É interessante, ainda mais se você for perto da hora das lojas fecharem. Pra quem é compulsivo em compras, pode ser uma boa ideia para evitar aquelas comprinhas desnecessárias. 
  8. Valorizar cada centavo.
    Sabe aquela caixa de mercado que "fica lhe devendo" um centavo? Ela está comentendo um crime! Apropriação indébita. Se você não aprender a valorizar seus centavos, não irá valorizar seus milhões. 
  9. Analisar o custo/benefício.
    Esse serve para tudo. Desde uma relação até o dinheiro! Serve para responder quem acha que pão-duro compra o barato pelo barato. Não! Analise o custo/benefício antes. Aliás, analise até o custo/benefício de ser controlado com os gastos. Se lhe der dor de cabeça maior do que ficar no vermelho, gaste à vontade!
  10. Emprestar sempre com juros. Jurar é pecado. Cobrar juros, não!
    Tem bancos e financeiras mais bem preparados para fazer isso.
Quando alguém, por necessidade fecha a mão, pois precisará honrar suas dívidas logo mais, tudo bem. Você estará agindo diferente de um morrinha. Mas estar com todas as condições financeiras e se esquivar, talvez revele a necessidade de reavaliar tal conduta e começar a tirar um pouco mais a mão do bolso. Afinal de contas, caixão não tem gaveta.
Lembre-se: caixão não tem gaveta.
Por exemplo, quando alguém usufrui de momentos com outras pessoas mas deixa de se propor a ratear de acordo com as suas possibilidades, está emitindo uma mensagem bastante negativa para o "universo", pois estará projetando uma imagem de escassez. O pior de tudo é que se alguém perceber essa conduta e comentar com outras pessoas, a imagem dela perante o grupo corre um sério risco de ficar empobrecida. Por isso, mantidas as proporções e suas possibilidades, sempre proponha-se a pagar a sua parte. Vamos explicar porque isso é importante.


Com essa simples atitude você estará colocando as energias positivas a seu favor, pois emitirá uma imagem de abundância. O mesmo acontece quando se ajuda alguém, pois a mensagem que você emite é: tenho o bastante e tenho abundância. Quando você faz isso, indiretamente estará declarando-se apto para receber mais, pois já aprendeu a administrar a riqueza em prol de todos.

Quem conhece a passagem bíblica em Mateus 25:29, já sabe o que está escrito nela:
Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.

Você pode até falar: "mas se eu abrir a mão não sobrará nada". Você tem razão. Ninguém aqui está sugerindo isso. O que deve ser buscado é nada mais nada menos do que equilíbrioPortanto, mudar a programação da mente - mindset - pode trazer resultados bem melhores. No livro Os segredos da mente milionária existe uma discreta pista sobre esse tema: 

Faça coisas que lhe permitam se sentir rico e merecedor. Mais uma vez: a energia vibracional que você emite nesse tipo de experiência enviará ao universo a mensagem de que a abundância está presente na sua vida e, insisto, o universo simplesmente fará o seu trabalho, dizendo "Certo", e lhe dará oportunidades de receber mais.

Por isso, faça a experiência e veja o universo, instantaneamente, começar a enviar vibrações de riqueza e abundância em sua direção. Na mesma velocidade você perceberá que a sua mente passará a buscar soluções para te oferecer mais abundância. Por isso, nossa dica é: disponha-se sempre a contribuir.
disponha-se sempre a contribuir
Para fechar, uma estorinha: a origem do significado da expressão "pão-duro", segundo o livro A casa da mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas, escrito por Reinaldo Pimenta, remonta o caso de um suposto pedinte que foi um exemplar recebedor. Conta o escritor que no início do século XX, um presumido necessitado pleiteava qualquer coisa para comer, inclusive pães-duros. Por esse motivo os moradores começaram a chamar o indigente pela alcunha de "Pão-duro". O tempo passou e a morte chegou para o miserável que, para a surpresa de todos, descobriu-se ter muito mais do que só vestes, mas também um patrimônio considerável em seu nome. Por esse motivo o termo passou a designar pessoas como ele que, por mais que tenham riqueza suficiente, deixam de usufruir por pura avareza. Faz sentido.

Portanto busque o equilíbrio, pois agir como um - mão de alicate, mão de vaca, pão duro, sovina - entre outros adjetivos, pode não ser a melhor solução para quem busca e quer liberdade financeira devido ao estigma social que esses comportamentos trazem e também devido ao  possível isolamento social que pode ocorrer, de forma autoimposta ou voluntária pois a pessoa não quer gastar, ou imposto pelo círculo social e familiar, vez que a pessoa passa a ser evitada, devido aos seus comportamentos de mesquinharia.

Agradecimentos: Andressa Talon Mendonça, Lucas Bragança, Pricila Gerber e Thiago Marzzal por participarem da elaboração dos 10 mandamentos do mão de alicate. Valeu pela participação, vocês são muito divertidos e gentis. Muito obrigado.

Referências: 
PIMENTA, Reinaldo. A casa da mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2002, p. 175. Disponível em https://amzn.to/2CRwnwM e https://books.google.com.br/books?id=P_4uAAAAYAAJ acesso em 18/10/2018.
EKER, T. Harv. Os segredos da mente milionáriaRio de Janeiro: Editora Sextante, 2006. Disponível em https://amzn.to/2pXFDXE e https://books.google.com.br/books?id=FeQixp6F26MC acesso em 18/10/2018.
SILVESTRE, Marcos. Os 10 mandamentos da prosperidadeEditora Girassol Brasil, 2015. Disponível em https://amzn.to/2CM7bqO acesso em 27/10/2018.
MICHAELIS, Dicionário de Língua Portuguesa. Significado da palavra AvarentoDisponível em https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/avarento/ acesso em 27 de outubro de 2018.

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Comentários

  1. Vejo o poupador como aquela pessoa com uma atitude saudável em relação ao dinheiro. Pensa no futuro e estabelece suas metas ao economizar. Mas também sabe usufruir desse dinheiro com equilíbrio e planejamento, gastando com coisas necessárias, que acrescentam qualidade de vida no seu dia a dia. Evitando a extravagância e o desperdício.

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